Tag Archives: Poliomielite

OMS espera que Trump reconsidere saída dos EUA da entidade

Instituição espera que país mude decisão

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou esperar que o novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconsidere a decisão de retirar o país de sua lista de Estados-membros. O anúncio da saída dos Estados Unidos da agência de saúde das Nações Unidas foi feito por Trump nessa segunda-feira (20), logo após a cerimônia de posse.

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Pólio pode atingir crianças palestinas e israelenses, alerta a ONU. Quase dois milhões de doses da vacina oral serão utilizados

Após a confirmação do primeiro caso de poliomielite na Faixa de Gaza, o comissário-geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa, na sigla em inglês), Philipe Lazzarini, alertou, nesta sexta-feira (23), que a doença não fará distinção entre crianças palestinas e israelenses.

Para ele, atrasar uma pausa humanitária na região aumentará o risco de disseminação do vírus entre crianças dos dois lados do conflito. “Não basta levar as vacinas para Gaza e proteger os sistemas de refrigeração”, disse, ao citar que as doses precisam chegar à boca de todos os menores de 10 anos.

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O papel das redes de esgoto no monitoramento de surtos de doenças

Quando iniciou sua carreira como microbiólogo, Warish Ahmed nunca imaginou que uma de suas principais tarefas seria peneirar litros e litros de esgoto bruto recolhidos dos dutos e bueiros do Estado de Queensland, na Austrália.

Ahmed é cientista pesquisador do Meio Ambiente da Organização de Pesquisas Científicas e Industriais da Comunidade Britânica de Nações (CSIRO, na sigla em inglês), na cidade australiana de Brisbane.

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Multivacinação no Acre começa neste sábado. Ministério prevê busca ativa de não vacinados em todo o estado

A campanha de multivacinação no Acre começa no próximo sábado (27). A proposta é ampliar as coberturas de vacinas do calendário da criança e do adolescente, classificadas pelo Ministério da Saúde como fundamentais para evitar o retorno e o agravamento de doenças já eliminadas no país, como a poliomielite e o sarampo.  

A ação faz parte do Movimento Nacional pela Vacinação e prevê ainda o monitoramento ativo de registros de paralisia flácida aguda – que pode indicar casos de pólio, também conhecida como paralisia infantil. A pasta pretende ampliar a busca ativa de não vacinados em todo o estado.

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Vírus da pólio é encontrado no esgoto de Londres e gera temor de volta de doença

O vírus que causa a poliomielite foi detectado em um número preocupante de amostras de esgoto em Londres, segundo autoridades de saúde. A doença era comum no Reino Unido na década de 1950, mas foi erradicada em 2003.

A Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido (UKHSA) diz que o vírus provavelmente foi trazido a Londres por alguém recentemente vacinado no exterior com uma forma viva do vírus.

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Anvisa aprova medicamento para câncer e vacina para poliomielite 1,2 e 3

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu nesta segunda-feira (11/1) o registro da vacina contra a poliomielite 1, 2 e 3 para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Será a primeira vez que uma empresa pública brasileira fabricará o produto.

A Agência também publicou a concessão do registro a mais um medicamento genérico ainda inédito no mercado brasileiro. Trata-se do Exemestano, um antineoplásico indicado para o tratamento de mulheres na pós menopausa, com câncer de mama inicial. O medicamento ajuda a reduzir o risco de o câncer se alastrar para a outra mama.

O Exemestano será fabricado pelo laboratório Accord. O genérico inédito cria novas alternativas para médicos e pacientes e estabelece uma concorrência a um mercado até então sem concorrência.

Outra novidade é o registro do antineoplásico Tafinlar, cujo nome do princípio ativo é mesilato de dabrafenibe. Trata-se de um produto novo indicado para o tratamento de pacientes com melanoma metastásico, que é registrado pelo Laboratório Glaxosmithkline Brasil.

Vacinação dupla contra pólio pode acelerar a erradicação global da doença

Uma nova pesquisa aponta que usar dois tipos de vacina contra a pólio pode acelerar a erradicação da doença no mundo.

A varina oral vem sendo a principal arma para acabar com a pólio, mas testes feitos na Índia mostraram que a imunidade à doença aumenta quando também é usada uma vacina injetável.
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Fiocruz detecta presença de poliovírus no país

Pesquisadores do Laboratório de Referência Nacional de Enteroviroses do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) confirmaram a presença de poliovírus em amostras coletadas em São Paulo, no monitoramento do esgoto do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Por meio de análises genéticas, os pesquisadores identificaram que o vírus encontrado nas amostras coletadas em março é similar a uma cepa recentemente isolada de um caso na Guiné Equatorial. É importante no entanto salientar que nenhum caso foi constatado em humanos. A confirmação do diagnóstico e a identificação da linhagem genética da amostra foi coordenada pelo pesquisador Edson Elias da Silva, chefe do Laboratório de Enterovírus.

A vice-diretora de Serviços de Referência e Coleções Biológicas do IOC, Eliane Veiga da Costa, ressaltou o protagonismo do Instituto enquanto referência no tema. “Há mais de 20 anos prestando serviços alinhados aos padrões internacionais estabelecidos pela OMS, o laboratório identificou e sequenciou as amostras seguindo o protocolo de referência. Os resultados da análise foram emitidos dentro do prazo de cinco dias, após o recebimento das amostras”, destacou. “Recentemente, o IOC sequenciou geneticamente umas das últimas amostras do vírus a circular no Brasil, na década de 1980, o que contribui para o trabalho de comparação genética em relação a possíveis casos da doença no país”, acrescentou a vice-diretora. Clique aqui para saber mais sobre o estudo.

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País mantém vigilância permanente da poliomielite

Na segunda-feira (5/5), a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou emergência sanitária mundial diante do risco de contágio da poliomielite. A iniciativa ocorreu depois que foram detectados casos em mais de uma dezena de países. No Brasil, o último caso da doença transmitido por um poliovírus selvagem foi registrado em 1989, duas décadas após o início da política de vacinação contra a poliomielite. Para manter essa lembrança no passado, o Brasil desempenha atividades permanentes de vigilância virológica. Referência nacional no tema junto ao Ministério da Saúde e referência para a região das Américas junto à OMS, o Laboratório de Enterovírus do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) decidiu colocar a genética em campo: os cientistas sequenciaram a última linhagem selvagem de poliovírus a circular no Brasil. Assim, têm em mãos uma sequência genética que pode servir como elemento de comparação para facilitar o esclarecimento de casos que possam ressurgir no futuro. A estratégia é especialmente relevante num momento em que o país se prepara para receber visitantes de todos os cantos do mundo durante os grandes eventos internacionais que se aproximam.

Quando o assunto é uma possível reemergência da paralisia infantil, dois caminhos preocupam os cientistas. O primeiro é a possibilidade de, com tantas viagens intercontinentais, o vírus pegar carona na intensa circulação de pessoas. O segundo é bem mais complexo: como a vacina mais comum na atualidade é baseada em um vírus atenuado, é comum que os indivíduos imunizados excretem os vírus pelas fezes. A característica é positiva para o efeito de imunização do conjunto da população pois, ao entrar em contato com crianças não vacinadas, em áreas com saneamento básico precário, por exemplo, o vírus atenuado acaba provocando a imunização de um maior número de indivíduos. Ao mesmo tempo, porém, existe o risco de que este vírus vacinal atenuado sofra mutações que o tornem neurovirulento.

“De qualquer forma, é fundamental estar vigilantes e preparados para agir”, afirma o pesquisador Edson Elias da Silva, chefe do Laboratório de Enterovírus do IOC. Ele lidera o grupo que acaba de realizar o mapeamento completo do genoma de um representante desta linhagem, isolado de uma amostra de 1988. Os achados fazem parte da tese de doutorado de Fernando Tavares, desenvolvida durante o curso de Biologia Parasitária do IOC. O trabalho foi publicado no periódico científico Genome Announcements e as sequências genéticas foram cadastradas no GenBank, um banco online internacional de dados genético.

De acordo com Edson Elias, a vigilância da poliomielite e a vacinação, mesmo nos países que erradicaram o poliovírus, devem continuar enquanto houver patógeno circulando no mundo. “Devido ao trânsito intenso de pessoas pelo globo, o risco de importá-lo é real. Se a população não tiver uma cobertura vacinal excelente, as linhagens selvagens podem ser reintroduzidas em países que já haviam erradicado o vírus”, explica. É o caso da Somália, Etiópia, Quênia e Camarões, que vêm sendo atingidos por epidemias esporádicas locais. Recentemente, a Síria, que passa por um conflito armado, viu a poliomielite ressurgir após 14 anos. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a taxa de cobertura vacinal, antes dos conflitos, era de 90%. Hoje, atinge apenas 68%. Enquanto isso, Nigéria, Paquistão e Afeganistão, países endêmicos para a poliomielite, registraram 120, 58 e 37 casos, respectivamente, em 2012. Os dados são da Global Polio Eradication Initiative, programa coordenado pela OMS em parceria com o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos.

O mapeamento do genoma da linhagem brasileira – a última linhagem a ser detectada no país – serve, também, para estudos de epidemiologia molecular: é importante conhecer este genoma para identificar a relação que o vírus selvagem que circulava no Brasil tinha com os de outros lugares do mundo. “No caso de uma reincidência da poliomielite aqui, poderemos apontar se a linhagem é local ou se foi importada, seja ela selvagem ou de origem vacinal”, afirma o pesquisador. O virologista explica que a amostra sequenciada foi referente a um dos últimos casos no país – época em que a circulação do vírus era muito reduzida como efeito do sucesso da política de vacinação. “Quando o mundo erradicar o poliovírus, teremos a memória biológica da doença registrada pelo seu genoma”, conclui Edson Elias.

A doença

A poliomielite é uma doença infecto-contagiosa aguda. Não existe cura e o vírus causador da doença se multiplica no intestino. A transmissão ocorre pela ingestão de água e alimentos contaminados com fezes (contato fecal-oral) e, por isso, crianças até os quatro anos, que ainda não adquiriram hábitos de higiene, correm mais risco de contrair o poliovírus. Apenas 1% dos infectados desenvolve a forma paralítica, decorrente da migração do vírus para o sistema nervoso central. As sequelas podem ser permanentes e, quando há comprometimento bulbar o paciente pode morrer de insuficiência respiratória.