Há cerca de duas semanas, um homem de 79 anos deu entrada no pronto-socorro de um hospital particular de Matão, cidade no interior de São Paulo, com falta de ar e dores no corpo.
Primeiro, especulou-se que ele poderia ter contraído dengue – já que o Brasil vive uma explosão de casos desde o fim do ano passado.
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Melhorias na vacina de febre amarela dobram capacidade produtiva
O Projeto de Melhorias da Vacina de Febre Amarela do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), iniciado em 2008, alcançou um grande marco em fevereiro deste ano. A Agência Nacional de Vigilância em Saúde (Anvisa) autorizou a retirada dos antibióticos e a otimização do processo produtivo do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina febre amarela (atenuada).
A retirada dos antibióticos constitui uma significativa melhoria, efetuada a pedido da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Há décadas, a gente usava o antibiótico para garantir que os frascos não iriam contaminar e isso acabou ficando no processo. Hoje em dia, as áreas são estéreis e o uso do antibiótico não é mais necessário. Isso não afeta na segurança nem na eficácia do produto”, afirmou a gerente do Programa de Vacinas Virais (PVIR) de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Elena Caride. Gerente do projeto, Ana Claudia Machado Duarte destacou que há um grande esforço da OMS em diminuir o uso em ampla escala dos antibióticos em todo o mundo, por conta dos altos níveis de resistência das bactérias. “Bio-Manguinhos está alinhado a isso”, destacou.
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Entenda por que hemorragia não é o principal sintoma da dengue grave. Termo dengue hemorrágica deixou de ser usado pela OMS em 2009
Popularmente conhecido como dengue hemorrágica, o agravamento da dengue se caracteriza por uma queda acentuada de plaquetas – fragmentos celulares produzidos pela medula óssea que circulam na corrente sanguínea e ajudam o sangue a coagular – e que geralmente leva ao extravasamento grave de plasma. O termo dengue hemorrágica, na verdade, deixou de ser usado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2009, uma vez que a hemorragia, nesses casos, nem sempre está presente.
De acordo com as diretrizes publicadas pela OMS, as autoridades sanitárias atualmente distinguem as infecções basicamente entre dengue e dengue grave. Enquanto os casos de dengue não grave são subdivididos entre pacientes com ou sem sinais de alerta, a dengue grave é definida quando há vazamento de plasma ou de acúmulo de líquidos, levando a choque ou dificuldade respiratória. Pode haver ainda sangramento grave e comprometimento de órgãos como fígado e até mesmo o coração.
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Como descobri epidemia global e milenar em meu pulmão direito
Era a segunda vez naquela semana que eu acordava meio mole, meio travado, molhado de suor, tossindo, febre de 39,5ºC, tremendo de frio mesmo embaixo do cobertor. Meu primeiro pensamento: peguei um resfriado forte no inverno paulistano… Vou ao hospital, tomo remédio e pego um atestado para ficar em casa com o Toddy, meu vira-lata caramelo. Fim do jogo.
Mas o jogo estava só no começo, e o que aconteceu depois mudou radicalmente meus planos não só para aquele dia, mas para os seis meses posteriores. Quando finalmente saí do hospital, duas semanas depois, carregava um diagnóstico inesperado: tuberculose (TB).
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Líder técnica da OMS visita Fiocruz para discutir projetos
A Fiocruz recebeu, na última sexta-feira (10/2), a líder técnica da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Covid-19, Maria Van Kerkhove, para a discussão de projetos nas áreas da vigilância epidemiológica e da modelagem computacional para a análise de cenários. Pesquisadores da Fundação apresentaram seus projetos, que poderão auxiliar na antecipação de novas emergências sanitárias. O vice-presidente de Pesquisas e Coleções Biológicas da Fiocruz, Rodrigo Correia, mediou as conversas na parte da manhã e deu as boas-vindas a todos em nome do presidente interino Mario Moreira. “Estamos muito felizes de receber todos vocês para esse trabalho de extrema importância para a preparação para emergências sanitárias por vir”, disse.
A líder técnica Maria Van Kerkhove agradeceu as boas-vindas e afirmou que aprecia muito vir à Fiocruz e aprender com a experiência da Fundação. “É muito bom poder saber o que vocês fizeram antes e durante a pandemia”, comentou, “é uma base para ver o que faremos pela frente”. Ela lembrou uma visita anterior, durante a emergência de zika, e valorizou o acúmulo dessa cooperação. “O que vocês fizeram diante da zika foi uma preparação para enfrentar a Covid”, garantiu. “O que estamos fazendo agora nos servirá para futuras emergências que ainda desconhecemos”.
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Varíola dos macacos: OMS anuncia resposta unificada contra doença. Em 2022, 2.103 casos confirmados da varíola do macaco foram relatados
A Organização Mundial da Saúde (OMS) comunicou hoje (18) que vai suprimir de suas estatísticas a distinção entre países endêmicos e não endêmicos quanto ao vírus monkeypox, conhecido como varíola dos macacos. Segundo a organização, a medida pretende facilitar uma resposta unificada ao vírus.
“Estamos eliminando a distinção entre países endêmicos e não endêmicos, informando sobre os países juntos sempre que for possível, para refletir a resposta unificada necessária”, diz o comunicado divulgado neste sábado no site da OMS.
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Fiocruz recebe líder técnica da OMS para Covid-19 e delegações da Opas e do Ministério da Saúde
As comitivas da OMS, da Opas e do MS estiveram em laboratórios e participaram de reuniões na Fiocruz (Foto: Peter Ilicciev)
Em visita à Fiocruz na última sexta-feira (6/5), a líder técnica da Organização Mundial de Saúde para Covid-19, Maria Van Kerkhove, debateu os aprendizados e os desafios para manter os investimentos voltados para a pandemia para possíveis novas emergências sanitárias. Após conhecer mais sobre a atuação da Fundação e visitar o Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), o Centro Hospitalar do Instituto Nacional de Infectologia (INI/Fiocruz) e a Unidade de apoio diagnóstico (Unadig), a epidemiologista reforçou a relação de cooperação da instituição com a OMS e diz ter constatado a capacidade da Fiocruz de continuar seu trabalho de pesquisa, assistência e vigilância para além da pandemia de Sars-CoV-2. No sábado (7/5), a executiva da OMS visitou a Fiocruz Amazônia.
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Fiocruz é designada Centro Colaborador da Opas para BLH
Neste mês de março de 2021, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) designou o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) como Centro Colaborador da Opas/OMS para fortalecer os Bancos de Leite Humano. A designação é válida por um período de quatro anos, a partir de 3 de março de 2021, e expirará automaticamente em 2 de março de 2025, a menos que a Opas/OMS tenha aprovado previamente a redesignação.
O coordenador da rede Global de Bancos de Leite Humano (rBLH) e ganhador do prêmio Dr. Lee Jong-wook de Saúde Pública 2020 da OMS, João Aprígio Guerra de Almeida, atuará como diretor do Centro. “Nos sentimos muito honrados com esta designação e com o senso de responsabilidade muito mais ampliado. Ser um Centro Colaborador da Opas/OMS é uma responsabilidade enorme que coincide com o papel da Fiocruz como agência de Estado e do IFF/Fiocruz como uma referência na área da saúde da mulher, da criança e do adolescente. A atuação do Banco de Leite Humano do Instituto, como uma referência histórica, tem 35 anos e progressivamente cresce em escala e responsabilidades”, destacou Aprígio.
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Fiocruz é designada referência para a OMS em Covid-19 nas Américas
O Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) foi nomeado Laboratório de Referência da Organização Mundial da Saúde (OMS) para Covid-19 nas Américas. A partir da formalização do acordo entre a OMS e a Fiocruz, a unidade passa a realizar testes confirmatórios da doença na região, além de integrar a rede de especialistas em laboratório da entidade para a Covid-19.
Referência Nacional em Vírus Respiratórios junto ao Ministério da Saúde, o Laboratório vem atuando desde a emergência do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no diagnóstico de amostras e na capacitação de equipes para análises laboratoriais, incluindo treinamentos de profissionais dos laboratórios públicos do Brasil e de países da América Latina.
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INCA lança posicionamento com indicações para evitar sobrepeso e obesidade
Cerca de 13 em cada 100 casos de câncer no Brasil são atribuídos ao sobrepeso e a obesidade, sugerindo uma carga significativa de doença pelo excesso de gordura corporal. Essa é uma das razões para o lançamento hoje do documento Posicionamento do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva Acerca do Sobrepeso e Obesidade. O alerta é importante para sensibilizar a população de que as medidas propostas são reconhecidas como efetivas para a prevenção e controle desse grave problema de saúde.
“O texto apoia medidas intersetoriais de regulação de alimentos que objetivam a prevenção e o controle do excesso de peso corporal, com o reconhecimento que tais medidas convergem para a prevenção do câncer”, explica Maria Eduarda Melo, nutricionista da Coordenação de Prevenção e Vigilância do INCA.
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