Tag Archives: Oftalmologia

Saúde dos olhos de alunos pede atenção na volta às aulas

Médico alerta: visão é responsável por 80% do aprendizado na infância

Com retorno das aulas em escolas de boa parte do país, a saúde ocular dos alunos entra em foco no começo do ano. Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) revelam que cerca de 20% das crianças em idade escolar apresentam problemas de visão. Dentre as alterações visuais mais comuns nessa faixa etária estão miopia, hipermetropia e astigmatismo.

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Atendimento oftalmológico de crianças no SUS retoma nível pré-pandemia. Cuidados tinham sido “severamente” afetados no período, diz conselho

Após cinco anos, o atendimento oftalmológico de crianças e adolescentes na rede pública retomou os níveis registrados antes pandemia de covid-19.

Dados analisados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que, de janeiro a junho de 2024, o número de consultas oftalmológicas no Sistema Único de Saúde (SUS) para esse público superou os patamares observados no mesmo período de 2019.

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Ioga ocular: exercitar olhos pode impedir ou atrasar o uso de óculos?

Paul McCartney declarou recentemente ao jornal britânico The Times que pratica ioga ocular para não precisar usar óculos.

Na entrevista, ele revelou que conheceu os exercícios com os olhos na Índia há alguns anos e adotou a prática desde então.

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‘Pomada para cabelo me fez ficar dias sem enxergar’

A influenciadora digital Bielle Elizabeth, de 29 anos, conta que usava pomadas modeladoras para fazer penteados em seu cabelo, até que teve os olhos gravemente feridos por um produto que decidiu testar.

“Tenho um cabelo crespo ‘4C’ (categoria da tabela de curvaturas de fios), e essas pomadas ajudam a fixar e estilizar os fios, realçando a beleza natural dos cabelos. Eu nunca tinha ouvido falar de casos de cegueira temporária por conta desses produtos até acontecer comigo. Descobri, da pior maneira, que podem ser perigosos”, conta ela, que usava pomadas para fazer penteados como tranças e modelar ‘baby hair’ (fios mais curtos e mais finos que nascem na linha capilar em volta do rosto).

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Aprenda a cuidar dos seus olhos e proteger a visão

Fala-se da beleza e dos muitos atributos poéticos deles, mas nem sempre se lembram dos cuidados que se deve ter com os olhos. Exames de prevenção devem ser realizados periodicamente para garantir uma vida mais saudável. Apesar de vivermos em um mundo que exige cada vez mais dos olhos, nem sempre cuidamos adequadamente dessa área, o chefe da oftalmologia do Hospital Federal da Lagoa (RJ), Mizael Augusto, afirma que os cuidados com a saúde ocular devem começar desde o nascimento, para que se possam prevenir e tratar, o mais cedo possível, os problemas que podem surgir ao longo da vida. “Normalmente, as pessoas recorrem ao oftalmologista quando estão enxergando mal ou quando ocorre uma enfermidade pontual e isso não deve ser assim. Existem complicações que surgem em virtude de hábitos diários que podem ser evitados”.

Confira algumas dicas:

Não se deve passar as mãos nos olhos – “Só de colocar a mão no olho podemos infectá-lo. A conjuntivite é exemplo de inflamação porque levamos a mão suja aos olhos. Por isso também devemos evitar passar toalhas no rosto. Assim como as mãos, elas podem levar a contaminação. O correto é usar lenço de papel”.

Coçar os olhos com muita força faz mal – “É prejudicial à saúde dos olhos coçar com força, pode causar uma série de doença, uma delas é na córnea, chamada ceratocone, que provoca uma mudança negativa na curvatura da córnea”.

Colírios não devem ser utilizados sem prescrição médica – “O uso de colírios, incluindo os chamados adstringentes, só deve ser feito com recomendação médica. Tem colírio que as pessoas usam para limpar a vista e acham que não tem problema nenhum, existem colírios que podem até perfurar a córnea ou causar glaucoma”.

É fundamental ir ao médico anualmente para realizar exames oftalmológicos – “ O exame de prevenção é a única maneira de evitar os agravos de uma possível doença. Existem pessoas que costumam ir ao médico ocular só para saber o grau dos óculos, e não fazem um acompanhamento. Ai quando recorrem ao oftalmologista, pode ser tarde e já ter afetado a visão”.

Não é aconselhado comprar óculos de grau em feiras ou camelôs – “É uma compra muito arriscada, porque lá elas não conseguem descobrir uma doença na vista, um glaucoma, por exemplo. Tem gente que passa anos só trocando o grau e quando se dá conta perdeu parte da visão. O ideal é comprar em lojas especializadas e evitar problemas futuros”, explica Mizael.

Uso interrupto do computador pode causar vista cansada – “O uso ininterrupto do computador ou da televisão pode causar coceira, cansaço, lacrimejamento e dificuldade para focalizar imagens. A visão é regulada por um músculo. Se a pessoa fica muito tempo usando a visão de perto ele fica trabalhando, contraído. Por isso, o recomendado é ter intervalos de uma em uma hora para descansar os olhos, além de manter uma distância de, pelo menos, 50 cm do monitor”.

Acompanhamento e consultas periódicas são essenciais –“Problemas como miopia, astigmatismo e hipermetropia aparecem espontaneamente e prejudicam a visão. Esses erros de refração devem ser corrigidos adequadamente, porque a não correção pode causar cansaço visual, dor de cabeça e mal-estar, e etc. Para as pessoas que já conhecem seus problemas de visão ou que já passaram dos 40 anos, o ideal é fazer consulta a cada seis meses”.

Glaucoma está entre as principais causas de cegueira

Começa com uma perda na visão periférica. Essa perda muitas vezes não é perceptível, pois a visão central, que é onde focamos os objetos, continua normal. Se não for tratado, o glaucoma vai se agravando até que a pessoa passe a enxergar como se estivesse olhando por um cano. É o chamado campo visual tubular. Com o agravamento da doença, a pessoa pode ficar completamente cega. O glaucoma é uma das principais causas de cegueira em todo o mundo.

Foi assim que perderam a visão a mãe e o avô de Nadja Alves Massa, aposentada de 68 anos que reside no Distrito Federal. Ela está com o diagnóstico de glaucoma há 10 anos. “Comecei a ter dificuldade para ler, então fui ao oftalmologista”, relata Nadja. “A gente sente muita dor no globo ocular causada pela inflamação do nervo óptico. Além de sentir um cansaço na vista e dor de cabeça”, explica a aposentada.

Mesmo com os casos de glaucoma na família, dona Nadja não seguia o tratamento como deveria. Ela não costumava usar os colírios para controlar a doença e evitar a perda da visão. Achava que com ela seria diferente, e só veio a se preocupar de verdade quando a mãe perdeu a visão, pouco antes de morrer. Hoje, Nadja tenta evitar a perda do restante da visão com o uso de colírios.

Apesar de não ter uma causa específica, a hereditariedade é um fator de risco importante no caso do glaucoma. E quem perdeu parte da visão não recupera mais. Por isso a importância em descobrir o diagnóstico desde cedo para evitar as complicações. “O médico disse que já perdi 40% da visão do olho esquerdo, além de boa parte da visão periférica”, explica Nadja.

A doença – O glaucoma é uma neuropatia do nervo óptico, que causa sua inflamação, sendo crônica e sem cura. A doença costuma atingir principalmente as pessoas mais velhas, negras e com casos em parentes próximos. Porém, não se restringe a esses casos e todos devem fazer um acompanhamento oftalmológico regular, desde criança, principalmente com o avançar da idade.

O médico oftalmologista Mizael Augusto Pinto, do Hospital Federal da Lagoa, no Rio de Janeiro, recomenda que as consultas sejam feita especificamente com um médico oftalmologista, e não com técnicos de ópticas que medem a pressão ocular. “Não é só medir a pressão ocular, tem que fazer o exame do fundo de olho, além de outros exames que possam acusar a doença”, explica Mizael. Ele lembra que a pressão ocular é um fator importante para determinar o glaucoma, mas existem casos em que a doença aparece mesmo sem a pressão ocular elevada.

Farmácia Popular – O programa Farmácia Popular do Ministério da Saúde fornece medicamentos com até 90% de desconto para o tratamento de doenças como glaucoma, colesterol, rinite, osteoporose, doença de Parkinson, dislipidemia, anticoncepção e fraldas geriátricas. Além de medicamentos gratuitos para o tratamento de asma, hipertensão e diabetes.

Para retirar os medicamentos, basta apresentar o documento de identidade, CPF e receita médica dentro do prazo de validade. Para proporcionar mais opções ao paciente no momento de retirar o medicamento, importante a prescrição tenha o nome do princípio ativo.