O Ministério da Saúde instituiu o acompanhamento dos casos de câncer em todos os níveis do sistema público. Mas, de acordo com uma pesquisa da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, os trabalhadores da Estratégia de Saúde da Família (ESF) não têm informações precisas sobre a doença e sua prevalência que permitam atendimento qualificado a todos os usuários. O estudo recomenda maior capacitação das equipes e articulação com ambulatórios especializados e hospitais secundários e terciários, para acompanharem a atenção dada aos pacientes com câncer.
Apenas 13% dos trabalhadores sabem número de casos de câncer em sua regiãoA enfermeira Giovana Paula Rezende Simino, que realizou a pesquisa, explica que o Ministério da Saúde implantou em 2005 a Política Nacional de Atenção Oncológica (PNAO). A iniciativa prevê ações de acompanhamento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) com câncer, incluindo ações que devem contemplar da prevenção aos cuidados paliativos, nos níveis de atenção básico, secundário e terciário de atendimento, afirma. O estudo enfocou as ações dos trabalhadores da Estratégia de Saúde da Família , que integram a Atenção Básica, junto com as Unidades Básicas de Saúde (UBS).